
Principalmente porque me faz lembrar os States, e como Gringa que sou, idolatro tudo o que não seja Português.
Então sempre que tenho oportunidade lá vou eu gastar qualquer coisa como 4 euros num canecão de café que me mantém acordada a noite toda e o dia seguinte.
Eu gosto do Starbucks porque nos pedem o nome para escrever no copinho mas nunca acertam nele.
Eu gosto do Starbucks porque é o típico lugar onde as pessoas se sentem importantes, e não fazem ideia do que é que estão a beber.
Eu gosto do Starbucks porque posso dizer nomes estapafúrdios como “Chuck Norris” e eles escrevem-no no copo e ostentam um sorriso de orelha a orelha.
Claro que o resultado é esteEu gosto tanto do Starbucks que até ignoro o meu drinking problem, que me torna totalmente intolerante à cafeína potencializando o seu efeito umas 1000 vezes e me faz passar o dia aos pulos como se tivesse tomado ácidos.
A esta relação com o Starbucks seria de amor recíproco se não se tivesse passado o seguinte:
Ao entrar na loja deparo-me com um cartaz gigante “ Novidade Mocca Praliné”. O meu pensamento foi rápido e a possibilidade de fazer um trocadilho idiota com o nome do café pareceu-me tentadora.
- Boa tarde. Qual vai ser o pedido? (olhar atencioso demais e piscar de olhos)
- Boa tarde, era um Moca, para ali, né? (riso estúpido e desnecessário)
- Que engraçada, Pode dizer-me o seu nome?
- Annie. A- N-N-I-E (sim tenho de soletrar para não escreverem Êmie, Ernie, Amy etc)
- Muito bem Annie, pode dar-me o seu número de telemóvel? (olhar lascivo)
Fiz a cara mais WTF que possam imaginar- E a morada pode dar-me a sua morada ? (piscar de olho).
- Bem já que não vai dar aqui tem o café… e se não gostar, venha cá que eu troco!
Bem… e este, foi o dia em que o empregado do Starbucks se atirou a mim, foi TENSO!